sábado, 21 de março de 2009

Barbie fala dos 50 anos, da separação e ainda afirma: sou muito mais do que uma boneca de plástico!

Fui atrás da boneca mais famosa do mundo em Miami, onde ela estava curtindo uns dias de descanso e me concedeu essa entrevista. Como sempre, simpática, nos recebeu com um sorriso de orelha à orelha..

Nanda: Está aproveitando bastante a pausa na rotina?

Barbie: Ah, pausa não, eu nunca paro (risos), estou só curtindo uns dias de descanso. Terminei agora meu novo filme que será lançado em setembro desse ano, “Barbie e as Três Mosqueteiras”!

N: Como foram as comemorações de 50 anos? Afinal, são 50 anos de muito glamour!

B: Ah, foram ótimas! Recebi homenagens lindíssimas em desfiles pelo mundo a fora! Parece que foi ontem que eu desfilei pela primeira vez com aquele maiô branco e preto, o tempo passa muito rápido. Porém, melhor do que estou, impossível. Ter 50 é demais!

N: Nessa época de crise e mudanças políticas, a Barbie já parou para filosofar no contexto que o mundo vive e o contexto em que ela vive?

B: Não sou alienada como pensam. A prova disso é que em dias de crise passei a cuidar melhor do meu patrimônio e a diminuir meu consumismo, sem perder o glamour, lógico. Acredito em mudanças. Filosofo sempre sobre o mundo em que vivemos, sou muito mais que uma boneca de plástico! – disse sorrindo.

N: Você não perde o senso de humor, é assim todos os dias?

B: Sempre. Acho que viver sorrindo é o segredo da minha juventude.

N: E o Ken, você tem falado com ele desde a separação?

B: Acabou o amor, não a afeição. Não dá pra parar de falar com alguém que você conviveu durante anos. Foi o amor da minha vida, o respeito muito.

N: E se aparecer alguém novo na sua vida?

B: Ih, querida! Tenho 50 anos e ainda tenho muito pra viver. O que pintar eu assino. Ken iria ficar feliz por mim.

N: Gostaria de deixar algum recado para seus fãs Brasileiros e leitores da Capricho?

B: Aguardem que em breve estarei mais perto de vocês através do meu novo filme! Espero em breve poder conhecer o Brasil!

Terminamos a conversa, e o sorriso não sumiu um minuto de seu rosto. Barbie disse que nos próximos dias estaria em NY divulgando sua nova coleção. Pelo visto ela tem 50, mas não pára mesmo!

Barbie desfilando o famoso maiô nas passarelas de NY em 9 de março de 1959

terça-feira, 17 de março de 2009

singular :)

Defendo a tese de que nascemos iguais (pelados e inocentes) e ao mesmo tempo diferentes. Então vestimos roupas, pensamentos, idéias e finalmente começamos a moldar nossa personalidade. Sempre sujeitos a influencias, afinal nada se cria, tudo se copia, reclicla, remonta, renova.. (mundo contemporâneo e renovável está ai ;). Então nossa personalidade vai buscando um lugar em que ela se encaixe. Um grupo, um estilo... Buscamos apenas estar confortáveis. Cada um com suas preferências, talentos, habilidades... Afinal, bem ou mal somos diferentes, por mais que tentamos sempre mudar algo em nós mesmos (jeito, atitudes, ideais, cabelo, roupas...). Existe um pequeno detalhe em cada um de nós chamado singularidade. Cada um tem a sua (ok, se você ainda não achou a sua, junte-se ao club dos que acreditam ter uma singularidade porém ainda não revelada, hahaha bem vindo ao club!). E por causa dela, nunca conseguimos ficar totalmente iguais. É sim difícil conviver com as diferenças, mas ao mesmo tempo as acho totalmente interessantes. Para uma observadora qualquer diferença basta. Menos “ctrl c + ctrl v” é o que precisamos em nossas vidas. Mais espontaneidade, criatividade e imaginação. Criar nossas próprias expectativas e sonhar nossos próprios sonhos. Conviver com as diferenças e aprimorar nossas singularidades. Assim cada um pode viver a própria vida sem precisar de mudanças extras e preocupações a mais (:

quinta-feira, 12 de março de 2009

"cuz i'm being taken over by THE FEAR"

Medo? Quem não sente medo? Medo do escuro, medo de altura, medo de barata, medo do desconhecido, medo de monstros, medo de vestibular... Eu sofro desse mal, e não sei como me livrar disso. É difícil pensar positivo no meu caso, sou totalmente pessimista. Medo é mais difícil de controlar do que eu imaginava. É dificil controlar ciúmes, certo? Medo de perder está envolvido nisso. Então podemos associar um sentimento chato que é o ciúmes com o medo, e ter noção de que sentir medo não é nada agradável. O que eu sinto não é só um medo do tipo ‘dormir sozinha’. É medo de me dedicar a algo que no final pode não dar resultado. Medo de me jogar e no final não ter uma cama elástica pra pular (bela comparação, mas é mais ou menos por ai o que eu sinto...). Medo é abstrato, mas uma coisa eu posso afirmar: quem nunca sentiu medo que atire a primeira pedra. Aaah, medo é normal, todo mundo sente, todo mundo tem. Já ouvi de uma senhora num filme: “como você pode sentir coragem, senão sentir medo primeiro?”, boa pergunta, né? Então, estou esperando e rezando para meu medo se transformar em coragem. Vestibular não passa de uma prova, certo? Nada demais, pra que medo! Haha... Só ironizando mesmo! Veeeem coragem (to iniciando a fase de pensamentos positivos).

 

ô uô... listen to the music: the fear - lily allen

:**

terça-feira, 10 de março de 2009

"Recriar cada momento belo, já vivido... ir mais, atravessar fronteiras do amanhecer e ao entardecer, olhar com calma então..."

Descansar muito, relaxar o tempo todo, dormir bem, acordar melhor ainda, comer chocolate, sair pra dançar, namorar, cuidar de mim, ler o que eu quero, estudar o que eu gosto, ver filmes repetidos, ingerir gorduras (em excesso), ouvir muita música boa, cantar alto, olhar estrelas, analisar trilhas de formigas, ser criança nas horas vagas, amar mais, brigar menos, sentir frio, embrulhar num cobertor, aproveitar mais o que ganho, dar mais valor ao que perco, sonhar mais, cruzar menos os braços, parar de assistir oportunidades correndo de mim, tomar mais banhos de água fria, olhar mais a realidade, analisar mais o dia-a-dia, comentar mais sobre o que acontece ao meu redor, fazer mais amizades, preservar mais meus amigos, amar mais meu namorado, colocar minha família sempre em primeiro lugar, equilibrar otimismo e pessimismo na minha vida e por ai vai... o negócio todo é ter disposição e equilíbrio, porque de resto, a vida está ai para ser aproveitada como manda o figurino! Tristezas de menos, alegrias a mais, uma pitada de bom humor e um caminhão de fantasias coloridas e doces cheios de açucares! Ando viciada no clichê, viva a vida! E quem não anda? Ah, quem não anda viciado nesse velho clichê, não sabe o que tá perdendo! :)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Pique- esconde, esconde-esconde, escondidinho... huuuuuuum

Ah, quem nunca se escondeu no jardim quando criança com aquele amiguinho? Ou começou a ficar com aquele cara e escondeu de todo mundo? Ou então começou a ficar com um garoto qualquer e preferiu esconder? Quem nunca teve uma amizade discreta? Um amor proibido? Ou um caso camuflado? Pois é, eu nunca tive! Deve ser emocionante. Duvido que a Madonna não se divirta com um "mistério" em relação a sua vida particular. No caso dela pode ser mídia (ou não), mas não deixa de ser um excitante esconde-esconde. Esconder por medo, fingir por vergonha, não assumir por insegurança, um relacionamento envolve muita coisa. Celebridades querem preservar a imagem. Mulheres normais às vezes só querem garantir que o relacionamento vá pra frente antes de cantar a vitória. Estou longe de ser uma psicóloga de relacionamentos, e no meu caso nunca brinquei dessa modalidade de pique-esconde, mas sei que tudo tem seu tempo e esconder pode ajudar em alguns casos. Vai saber... Cada um com seu tipo de "brincadeira"! Já ouvi que escondido é melhor, no meu caso, meu namoro anunciado vai muito bem, obrigada! Acho que no final das contas, o que importa é encontrar a felicidade (por mais que ela te faça brincar de pique-esconde). Felicidade encontrada, amor anunciado (ainda que escondido), fica tudo claro dentro de você!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Astronauta

                                                

Criatividade é igual ao mar, vai e vem.

Já a auto estima é igual à maré, sobe e desce.

E eu? Eu sou igual à Lua, modifico o mar quando estou inspirada.

Ora terrível, ora belo.. E modifico a mim mesma quando a maré está boa!

Assim sou capaz até de apreciar o Sol, mesmo fugindo dele todas as noites.

Eu não vivo sem sua luz.

Que no final das contas

é quem me inspira, e durante algum tempo, me faz brilhar...

 

É verdade, eu amo a Lua. Noite de Lua pra mim é sorte.

Uma menina da Lua, que muitas vezes é de Lua.

Impossível eu não ser eu...

Sou eu nos detalhes mais simples e até nas palavras que eu nunca disse.

Eu sou eu quando falo, ou quando tomo atitudes.

Eu sou assim, encantada por bobeiras e iludida por sonhos..

Mas vai dizer, que garota nunca sonhou alto?

É por isso que eu gosto da Lua, porque meus sonhos são tão altos que chegam até ela.

 

ps.: foto do sol nascendo em Trindade, semana passada! Tava bom demais :)

 

 ô uô... listen to the music: can’t stand me now – the libertines

 

 

Obrigada mais umas vez pela atenção! ;*

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ah, a loucura...

            Eu sou louca.. Já ouvir dizer que todos têm seu grão de loucura. Eu tenho um pacote inteiro de loucura dentro de mim. Perdoe se minhas palavras irritam, mas elas são parte da minha loucura. Meu jeito de pensar é estranho, mas a minha loucura não passa de imaginação extremamente fértil. Ah, porque loucura é algo que podemos dividir em várias categorias. De doença à felicidade, de tristeza à solidão. Ser louco muitas vezes é ter opinião contrária, é lutar por uma causa que ninguém defende, é colocar a mão no fogo pela pessoa mais traiçoeira do mundo. Na brincadeira mais idiota, é aceitar doce de estranho na ingenuidade. Loucura pode ser a aceitação de algo imposto sem nenhuma argumentação. Loucura é ver uma injustiça e fechar os olhos, ou então fechar os olhos e fazer uma injustiça... Tudo depende do ponto de vista. Loucura é uma mulher se mutilar e dizer que foi mutilada. Loucura é mutilarem uma mulher e dizerem que ela foi mutilada. Loucura é não olhar por todos os pontos de vista. Loucura pode ser louca ou pode ser normal. Pode ser um assédio ou apenas um lapso. Pode ser uma palavra ou uma agressão. Um ataque ou uma fofoca. Uma mulher ou um homem. Não tem definição. Têm loucos no hospício, na política, têm loucos que falam mal de política, têm loucos nas ruas, nas casas, têm loucos que fazem blog e falam de loucura, tem loucos que não tem orkut, e tem loucos que têm orkut, tem loucos que odeiam futebol e são brasileiros, tantos loucos por ai, que a verdade é que loucura não tem lugar definido... A loucura se resume a opinião diferente da nossa.. Aposto que a louca da sua vizinha adora dançar um funk até o chão e você que se diz normal ouve ópera no último volume.

            A loucura não existe, ela é apenas uma desculpa que encontramos para justificar a existência de tantas idéias diferentes que muitas vezes não nos agradam. É um modo de parecermos normais perante aos outros. Mas isso de nada adianta, porque no fim todo mundo é louco.

           

   ô uô... listen to the music: speed of sound – coldplay

 

valeu ae ;*

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Que se foda :)

            O tempo passa rápido. As coisas são descartáveis. Sabia que pessoas são descartáveis? Pois é, eu também não sabia. Mas sim, elas são descartáveis. Sentimentos são descartáveis. A maioria descarta quem não gosta mais, esquece, ou por motivos sem explicação, apagam quem não querem mais de suas vidas.

            Sou da geração politicamente ecológica. Reciclo tudo. Se não gostam de mim e eu gosto de alguém. Pego o que sinto, reciclo e transformo em amor por outra pessoa. Transformo em amor por quem me ama e por quem eu confio.

            Porque de nada adianta amar alguém e confiar em alguém, quando esse alguém não sente o mesmo e às vezes ignora você.

            Não é trágico, é humano! Humanos são assim. Um dia amam, outro não. Um dia estão rindo, outro chorando. Quem eu penso que sou pra julgar? Sou só mais uma humana no meio da multidão. Acho que ganhei a capacidade de confiar demais, para poder ganhar desconfiança dos outros e equilibrar o ciclo dos erros humanos. Vai entender...

            O que eu sei é que não penso ser ninguém para julgar. Aprendi com meus erros a não julgar mais ninguém. Assumo, como uma humana qualquer já julguei muita gente. Mas agora, como uma humana mais humana aprendi que cada um tem o seu tempo e os seus problemas. Não julgo, eu apenas tento entender o lado de cada um. Afinal, amanhã eu posso encarar o problema que alguém encara hoje. No final das contas, só passando por certas coisas para poder julgar e avaliar.

            Não sou ninguém pra dizer o que é certo ou o que é errado. Eu tenho meus problemas, eu tenho minhas dúvidas, minhas convicções, meus princípios, meus erros e meus acertos.

            Aprendi a não perder mais tempo tentando descobrir quem está certo. Aprendi a olhar por todos os pontos de vista possíveis. Aprendi a tentar compreender mais o próximo.

            Eu sei que não é grande coisa. Mas pra mim é um grande passo. E eu sei que isso me deixa a frente de muita gente que eu conheço. O fato é que criticar e ignorar é bem mais fácil do que encarar a realidade. Todos sabem disso, mas ninguém tenta encarar esses fatos de frente. E sabe por quê? Porque machuca saber que você pode estar errado ou errando.

            No fundo nós humanos só queremos estar certos e acertar. Uma pena, porque quando assumimos um erro, ganhamos muito mais. Quando deixamos um erro passar ou insistimos em estar certos, podemos perder muitas coisas. Podemos perder confianças, amizades, amores, paz... Podemos perder tudo aquilo que sempre achamos que estamos ganhando quando estamos certos.

            Pena que ninguém percebe isso. Pena que sempre cada um tira o seu da reta e nunca assume que errou. Como eu tenho uma predisposição ao azar, eu sempre sou mal compreendida e sempre rodo. Mas tudo bem, já descobri que quem me ama e me conhece de verdade é quem tem o poder de me compreender de verdade.

            O difícil é saber quem te ama e te conhece de verdade. A sorte é que com o tempo as máscaras caem. Mas lembre-se sempre, por mais que elas caiam, nunca julgue quem não gosta de você. Pois se você fizer isso, você estará se igualando a eles. O que me faz ficar a cima de muita gente é o fato de que eu não odeio quem me critica. Eu apenas deixo de confiar. Eu tenho pena.

            No final das contas, não adianta em nada reclamar. Acontece é que o mundo gira, os dias passam, e muita coisa muda. São fases. Todos temos fases. A Lua tem fases. E ela é bonita, certo?

            Sabe qual é? Eu juro que eu tento ser o mais verdadeira possível. E é isso de verdade o que eu penso. Na verdade eu não quero que se foda, eu só quero ser compreendida nesse mundo. Eu só quero que as pessoas entendam mais o próximo. E isso não é clichê. Não estou falando de boa ação e sim de convivência e confiança, seja lá o que for..

 

 

Ô uô... listen to the music: what became of the likely lads – the libertines      

 

Obrigada pela atenção,

Um beijo ;*

sábado, 29 de novembro de 2008

Creme de Leite não passa no vestibular

Você dorme nervoso. Acorda algumas vezes durante a noite achando que perdeu a hora, olha o relógio e ainda são três horas da madrugada. Então você vira para o canto e tenta descansar. Seis horas seu relógio toca um pouco mais cedo que o habitual, mas você quer acordar melhor e ficar mais relaxado.

            Toma um banho, um café reforçado (na verdade tenta comer porque o nervosismo às vezes atrapalha) e se arruma.

            Volta pro quarto, senta em cima da cama e fica esperando o seu pai se arrumar pra te levar. Enquanto isso você observa aquela pilha de apostilas no canto do quarto e fica imaginando se alguma coisa que está ali você não estudou ou provavelmente já esqueceu, na melhor das hipóteses, você aprendeu, mas esquecerá durante a prova.

            Seu pai te chama. Você sai de casa, entra no carro. E toma um rumo. É dia de vestibular.

            Chegou ao local da prova, fica com medo de ficar sozinho e sentir mais nervoso. Por sorte o povo da sua sala está todo junto, conversando e cada um fazendo piadinhas sobre si mesmo para tentar fingir que não está nervoso, e parecer seguro. Tudo mentira, mas a gente finge que acredita.

            Entram todos para fazer a prova. Acontecem os procedimentos padrões de uma prova, e depois de um tempo a mesma já está na sua frente. E é nesse momento que aquilo acontece.

            Simplesmente, tudo evapora. TUDO. Você vê que todos estão fazendo a prova e você ainda ta pensando se vai chover à tarde. Até que você começa a ler a prova e vê que tudo está perdido. Faz umas duas ou três questões de cada, chuta algumas, deduz outras, até que seu saco enche e você quer sair desse pesadelo. Você entrega a prova.

            Na saída, encontra todos seus amigos de novo. O que é legal, porque depois dessas provas, até os cdf’s falam que se ferraram. Ainda acho que é pra manter o jogo no meio fio, se eles forem bem: “caralho, dei muita sorte”; se for mal: “ah, fiz chutando mesmo...”. Isso acontece às vezes, só às vezes (nesse ponto você finge que acredita de novo).

            Você tem aquela sensação de que se ferrou. Entra no carro do seu pai, e a primeira pergunta feita: “como foi?”. Você diz que foi mais ou menos, mas que não sabe direito.

            Passam algumas semanas e você descobre que não passou. Então do nada, o mundo vira vestibular. Andando na rua, você vê uma calça, pergunta quanto custa e respondem: “você não passou no vestibular”. O que é muito motivador.

            Seus pais, aqueles que seus amigos adoram, que são super-compreensíveis, começam a dizer coisas horríveis pra você: “você só estuda, tinha que ter passado”; “devia ter feito você trabalhar desde pequeno, agora fica ai, fazendo essas provas que não dão em nada.”... daí pra pior.

            E o que acontece com você? Bem, a auto-estima vira baixo-estima. E você vira a maior merda do mundo. Como se todo seu esforço não valesse a pena e como se não tivesse adiantado anos de estudo.

            É, pais nem sempre sabem lidar com isso. O que é horrível. Eu já me coloquei no lugar dessa história, e não adiantam conselhos nessa hora. Podem falar pra você: “mas você é inteligente, esperto, tem potencial..” que não adiantará. A merda não sairá de você. Às vezes o tempo cura isso, às vezes horas de choro. Às vezes uma conversa com um amigo. Não sei.

            Eu sei que o vestibular quando tido como fracasso pode afundar qualquer um. Eu não sou o Titanic, mas sei bem o que é isso (y).

 

Ô uô... listen to the music: paisagem da janela – lô borges

           

Adeus ;*

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia..."

O Tempo passa e a gente não percebe. Clichê que é a mais pura realidade. Queria poder parar no tempo, quem sabe assim poderia segurar na minha vida tudo aquilo que eu amo. Pois quem ama, tem medo de perder. E eu odeio perder.

Esse foi o meu último ano de Colégio Dom Bosco. E depois que as aulas acabarem de vez e a formatura passar, cada um vai para um canto. Provavelmente vamos prometer uns aos outros que conosco será diferente. Que vamos nos encontrar sempre que der. E esse sempre que der, provavelmente, se transformará em dias, meses, anos sem ver aquele velho conhecido. É fato que vamos nos separar.

O triste é que, por mais que às vezes seja difícil conviver, nós passamos horas juntos naquela mesma sala quase todos os dias.

Só de pensar que nunca mais vamos viver nesse ambiente que vivemos hoje, me dá um aperto.

Juro que vou sentir falta até dos puxões de orelha do Noeli por atraso.

Arraiá do Boscão? Nem se fala. Montar barraca, vender ingressos... Andar pela festa com a camisa da nossa turma... É, pena que não existe algo além do “Terceirão” na escola.

As bobeiras em sala de aula.. as piadas internas e idiotas! O povo irritando os professores! Quem vai esquecer do Zair zoando a Mônica no primeiro ano? Ou do Cabral com suas crises de riso pós-bola fora? Ou do Meneguese zoando o Hugo na aula do Freiman? Quem vai esquecer da galera do fundão que jogava adedanha nas aulas do Paralovo? Impossível esquecer do dia em que o Digão tirou a Thaís! Despedidas como a da Nathalia e do Eduardo na oitava série, ou mesmo a da Tata esse ano! Quem não lembra da Stefânie e a sua tabela periódica de biscoitos?

A gente tem tanta coisa pra não esquecer dessa escola! Sério, eu posso dizer tranquilamente: os melhores anos da minha vida, eu vivi ali!

Essa semana teve o último sábado família, e tirando as contusões e as queimaduras, foi perfeito. Não por ser um sábado família, mas sim, por ter sido marcado como o último.

E o aperto hoje está enorme. Porque hoje foi o penútlimo dia oficial de aula, e amanhã será o último. Quer aperto maior do que o Zair e o Marquinhos se despedindo da gente?

Sabe último capítulo de novela, que tudo ta acabando e tomando um rumo pro final feliz? Então, comparação ridícula, mas estou sentindo como se as nossas vidas estivessem assim! Amanhã será o último capítulo oficial. A noite terá a “festa” de confraternização do elenco e durante as próximas semanas, terão pequenos flashbacks de como tudo aconteceu. Quem sabe daqui uns 10 anos, a gente não faz o nosso próprio vale a pena ver de novo? Hahahaha

Agora, falando sério. Amanhã é o último dia de aula. E eu só quero deixar marcado, que eu aprendi muito com todos que passaram por essa turma. E em especial ao Terceiro Ano de 2008, nós SOMOS uma turma tão divertida e tão animada, nada do que vivemos passou despercebido. Está tudo guardado. Tudo mesmo. Cada fala, brincadeira, discussão, briga, risos... Sei que quase ninguém vai ver esse texto, mas eu quero agradecer a todos que fizeram parte dessa turma nesses anos, e dizer que eu desejo tudo de melhor pra cada um. Sei que temos nossas diferenças e características, mas eu espero que todos alcancem seus sonhos e se realizem de alguma forma. Afinal, toda novela tem um final feliz, certo? ;)

Espero também que esses anos todos de convivência tenham valido tanto a pena para todos, assim como valeu pra mim!

A melhor lembrança é aquela que construímos com nossas experiências, sejam elas boas ou ruins. Ser jovem é isso, aprender a ser feliz, errando. Nós, jovens vivemos errando para tentar encontrar a felicidade. E é errando que nós aprendemos a ser felizes. Tirando proveito de tudo. E é assim que construímos laços. Aproveitando tudo de diferente que a vida nos proporciona.

E é assim que eu resumo o nosso final de ano. Com a esperança de que isso não foi nem está sendo em vão. O que fica é a saudade!

Que venha a formatura e reunião de 10 anos de formandos! :D

ô uô... listen to the music: no such thing – john mayer

saudades, ;*