segunda-feira, 31 de março de 2008

Consciência Limpa

Inventando ou errando, a ciência sempre consegue nos apresentar uma questão polêmica. A última foi uma experiência na busca da cura para o câncer que se transformou numa “limpeza de consciência”. Literalmente falando. Essa experiência resultou em um novo medicamento que apaga certas memórias do cérebro.

Alguns cientistas já afirmam que isso será ótimo, pois assim poderemos apagar memórias tristes e pesadas. Isso seria realmente ótimo, viver somente com memórias felizes. Mas será que somente lembranças felizes são suficientes para o desenvolvimento dos nossos pensamentos?

Muitas das nossas atitudes são baseadas no que já conhecemos e vimos. Muitos traumas e sustos nos fazem abrir os olhos para a vida. Sei que existem pessoas que já passaram muitas situações difíceis e que tem problemas de encarar isso. Mas esse poder de apagar memórias pode começar com uma intenção boa e no futuro virar uma arma.

O que eu quero dizer com arma? Bom, para começar nosso mundo é capitalista e o homem é muito ambicioso. Se esses experimentos derem certo, teremos que teme-los. Para começar homens de negócio tentarão ganhar algum lucro com essa história, e só terá acesso aos “medicamentos que apagam a memória” quem tiver condição para pagar o preço do mercado.

Agora imagine a pior das hipóteses: uma guerra estoura. Países importantes brigando com ideologias diferentes se chocando. Esse elixir da “falta de memória”, depois de muito desenvolvido, pode acabar criando no homem outros objetivos. Pode aumentar a vontade nele de ter o poder concentrado em suas mãos, e para isso a tentativa de fazer com que todos pensem da mesma forma.

Sei que essas idéias são meio fictícias, mas nada muito fora da realidade em que vivemos. Ou você é bom suficiente para dominar o meio, ou você é dominado por ele, um clichê bem presente e atual no nosso mundo.

Os cientistas já estão fazendo experimentos com ratos, e pelo visto os medicamentos prometem para o futuro. Nos experimentos, os animais recebem choques quando caminham em alguns lugares da gaiola criando assim um trauma neles. Então os cientistas fazem os testes com o medicamento. Depois soltam os ratos de novo na mesma gaiola, onde eles terão a tendência de evitar a área em que tomaram choque.

Se esse medicamento der mesmo certo, iremos somente substituir os cientistas por homens com poder aquisitivo e político e os ratos pelas classes mais fracas da sociedade. Claro que aqueles que podem pagar, poderão usufruir de uma vida sem traumas, mas aqueles não têm esse poder infelizmente serão manipulados.

Perder memórias ruins e tristes seria ótimo e não é isso que devemos temer. Muitos vivem mal por certas experiências que tiveram e nem tem culpa por isso. Eu mesma não sei lhe dar com a morte e tive que encara-la quando perdi meu avô, tenho muitas memórias tristes que eu não queria guardar. E sem querer ser mal educada com você, caro leitor, assim como não escolhemos ter memórias ruins, muitas pessoas nascem em lugares pobres e vivem com uma péssima qualidade de vida. Elas também não escolheram ter isso, e pior de tudo, nunca poderão sonhar em ter alcance a esses medicamentos que apagam memórias. Pois na maioria dos casos, no nosso mundo, quem nasce miserável, morre miserável, com raras exceções.

A ciência faz coisas fantásticas. Todas as suas idéias no inicio são perfeitas e voltadas para o bem geral. Quem nós devemos temer no fundo, é a ambição e a arrogância do homem. Enquanto ele não se contentar com o que tem, qualquer idéia nova deverá ser temida. Não precisa ser radicalmente, apenas um pé atrás basta. Muita informação e acompanhamento dos resultados das pesquisas também são úteis. Vamos abrir os olhos e prestar atenção em cada detalhe, cobrar resultados e não temer, pois geralmente fechamos os olhos quando sentimos medo.

Impedir que os avanços científicos ocorram é impossível, mas podemos impedir que isso seja usado de forma ruim. Questionando sempre que a nossa consciência dizer que algo está errado, para manter a mesma sempre limpa.

ps.: preciso de uma opinião séria sobre esse texto, entrego ou não para o professor de redação? O_O

hahaha

ps2.: sem música porque eu estava muito concentrada no texto.

;** queridos, cheios de paciência comigo.

sábado, 29 de março de 2008

Futilidade Cultural :D

Para os que acham que ir a uma esteticista toda sexta-feira é uma coisa fútil, tenho que lhes informar: fazer limpeza de pele também é cultura.

Nessa última sexta, enquanto fazia minha limpeza de pele semanal, papo vai e papo vem com a Eire (a esteticista) e começamos a falar de coisas estranhas. Ela me contou que antigamente, na Europa, existia uma bebida que as pessoas tomavam em canecas de estanho ou chumbo (não me lembro ao certo essa parte da informação), e essas canecas soltavam substancias que misturadas com a bebida faziam as pessoas desmaiarem e ficarem sem sinais vitais, ou seja, pensavam que elas estavam mortas. Em alguns casos, várias pessoas foram enterradas vivas. Um belo dia, descobriram o que estava acontecendo, e para não enterrar as pessoas vivas, começaram a deixá-las durante dias em cima da mesa da cozinha para saber se elas tinham morrido mesmo, surgiu assim o velório. O_O.. Mais que isso, quando eram enterradas, amarravam sinos nas mãos dos defuntos e deixavam os sininhos em cima dos túmulos. Se a pessoa estivesse viva, ela acordaria e balançaria o sininho, assim os vigias ou coveiros dos cemitérios poderiam perceber isso e desenterra-las, surgiu assim a expressão: "salvo pelo gongo".

Viram, viram... como uma boa limpeza de pele rende cultura? ;D

ô uo... listen to the music: when the day met the night – panic at the disco

grata pela sua atenção, sempre :)

;** e tchau.

quarta-feira, 26 de março de 2008

"To sentindo cheiro de ZERO!"

Eu deveria estar estudando. Mas não, aqui estou, para contar uma linda historinha baseada em fatos reais para vocês. Olha que emocionante:

“A historinha é a seguinte, das profundezas do Rio de Janeiro, nosso vilão sai todas terças, quartas e quintas com destino ao interior, mais precisamente, Resende, para dar aulas de matemática no Colégio Dom Bosco. Mais conhecido como Zair (O professor, carrasco; ou carrasco professor, você decide), nosso caro professor, sempre termina a apostila rapidamente e vive falando que todos os exercícios são “embrionários”. Ele chegou ao cúmulo de elogiar nossa turma. E passado um tempo marcou o dia da execução para a mesma.

Umas semanas depois, no dia em que antecederia o teste, disse que o mesmo estava tranqüilo, e nós ingênuos, caímos na dele. Como ele pode fazer tamanha malandragem? De fato confundiu nossos testes com a prova específica que ele faz para a rural todos os anos (pelo menos, essa é a nossa esperança) e um belo dia ele irá chegar com os testes para entregar e dizer: “pegadinha do malandro! Só queria testar vocês”. Sim, sou iludida ._.

Na véspera do teste, Fernandinha e Nathalhinha estudaram muito. E depois se recompensaram com uma noite de sono. E no dia seguinte foram para a execução.

Dia da execução. Zair entra na sala, sorridente e falando: “o Zair é do mal, pega um pega geral”. E pensávamos ser só brincadeira. Mas não, era grito de guerra de um vilão com sede de ZERO.

Peguei o teste, e falei: hoje é o dia. Sim, e acabou sendo O dia, o dia em que eu tirei meu primeiro ZERO. O teste estava impossível, e os mais CDF’s suaram a camisa para vence-lo.

Não é todo dia que se tira um zero. Sim, daqueles bem redondos (dá até pra armar um boteco (y)). Todo o estudo foi em vão. Pelo menos eu não fui a única, mais da metade da turma também, como diria nosso amigo filósofo do funk, levou um créu bonito no teste de matemática do Zair.”

[a história não acaba ai... matemática a missão continua :~]

E o que fazer agora? Não, não “vai” mais. Porque agora o negócio é mandar bem no Takeda (professor japonês de matemática, o outro personagem da história).

E viva os testes e simulados. VIVA! o/

Um bom zero a todos que falam a língua do Zero. E fica a dica: terminar o colégio sem nenhum Zero, não teria graça. Tire um Zero uma vez na vida. ;)

ô uo... listen to the music: **barulhinho de chuva ao fundo** – São Pedro

beijo. beijo. ;***

domingo, 23 de março de 2008

Feliz Páscoa, é o que deseja fernanda e seu cérebro filósofo ameba! :}

Domingo de páscoa. Chocolate, chocolate, chocolate... O povo só quer saber de encher o rabo de chocolate. Eu só quero saber de me encher de chocolate. Mas acho que a páscoa tem aquele clichê, de representar algo mais, além de chocolate e coelhinho. Afinal, três dias atrás Jesus morreu. Hoje ele ressuscitou. Páscoa representa o renascimento de Jesus. Mais do que isso, representa a esperança de uma continuidade.

A páscoa me fez lembrar meu avô. Me fez pensar na morte. Será que ele teve a chance de ressuscitar e subir ao céu? Será que eu terei essa chance? Será que todos têm? Não sei, não tenho a menor noção. Ainda mais, que a morte é a única experiência que as pessoas têm, e não têm a oportunidade de relatar depois. Sim, isso é um mistério, uma incógnita, sei lá... algo sem solução. E também não pretendo descobrir essa resposta agora, porque se eu descobrisse, não teria como contar para vocês. (ok ok, peço desculpas pela piadinha macabra).

Mas meu objetivo não era filosofar sobre a morte, até porque é um assunto que não me agrada muito. Meu objetivo era valorizar a vida. Se há esperança de ressuscitar, significa que a vida é tão bela, que ela não acaba com a morte. Tem um texto na bíblia que eu AMO, que faz parte do Livro da Sabedoria, mas que agora não me lembro qual é certinho. Ele diz mais ou menos que a morte entrou no mundo por inveja do “demônio”, ou seja, quem tem uma vida seguindo todos aqueles conceitos de bondade e santidade serão recompensados, caso contrário, provarão da morte.

Isso que eu disse provavelmente não será compartilhado por todos, mas quem é católico dividirá comigo essa opinião. Na bíblia, o texto vai mais pro lado, de que se você acredita em Deus, a morte nunca vai atrapalhar a sua vida. E eu acredito sim nessa parte, porque eu amo acreditar em Deus. Mas se você não é católico, ou não acredita Nele, tente levar essa história toda para o seu lado, ou seja, apenas viva, seja feliz, faça quem está em sua volta feliz e plante o bem, porque mesmo você não acreditando Nele, ele com certeza estará sempre acreditando em você.

Feliz Páscoa, Feliz Renovação, Feliz Fonte de Esperanças para sobreviver sempre aos desafios que a vida nos dá.

ô uo... listen to the music: amor para recomeçar - frejat

Uma boa noite. ;***

Obs.: se você não é católico ou se sentiu ofendido com algo que eu falei nesse post, me perdoe. Mas é que o professor de redação reclamou do fato de eu usar religião para alguns argumentos em um texto, então decidi pensar mais em religião em relação a minha vida, porque se isso está entrando no texto do colégio é porque está faltando na minha reflexão pessoal. ;)

sábado, 22 de março de 2008

É música, minha gente *-*

Não tinha nada pra fazer e decidi recolher trechos das minhas músicas preferidas. Trechos que eu fico cantando e traduzi do jeito que eu interpreto, juntei e fiz isso que está aqui embaixo:

Ela passou a sexta-feira sozinha

Escrevendo uma música de amor pra ninguém

Pensando que a felicidade é um tapete que fica sempre na frente da sua porta

Ela chorou um rio de lágrimas e afogou o mundo

Ela só vai acreditar em você quando tudo o que você falar não virar mentira

Ela não precisa disso, ela não pode mais escutar todas as suas desculpas.

Ela é uma garota tola, e eu sei que você sabe disso.

Você sempre fala que vai escrever uma música para provar que seu amor é forte

Você fala que vai levá-la lá

E que vocês deveriam estar fazendo sua história

Mas como alguém saberia?

Ela viu você indo embora

Agora ela está arrumando a bagunça que você fez.

Os pequenos detalhes que a levam lá

Porque a música dela é amor

E ela não pode mais escutar a música

Então mate-a, ela não quer mais ver seu fantasma.

Ela tem o toque de ouro, ela tem tudo.

Algum dia o amor vai achar ela por ai

Algum dia o amor vai ser suficiente

Ela só é feliz no Sol

E isso é mais brilhante que um raio de Sol.

Ela jura pra Lua que vai tomar cuidado.

De baixo de uma noite de inverno

Os olhos dela irão brilhar

Será a noite dela

E a sua vez de chorar.

Não a faça parar, se ela está indo muito rápido.

Ela é doce, porém o mundo é cruel.

Ela é sempre honesta

Ela vai te dar algo quando ela voltar para o meio do nada

Ela livre e é assim que ela machuca

Tem um sorriso inocente, e agora vai fazer você perder seu tempo.

É a sua hora de aprender

Tem uma lição que você tem que aprender:

Se você pretende brincar com fogo, então você vai sair queimado.

Resumindo: os "elas" da minhas músicas preferidas sempre são mocinhas que se ferram de depois se dão bem :x

ô uo... listen to the music: your body is a wonderland – john mayer

tchau. beijo. até mais. ;*

quarta-feira, 12 de março de 2008

salvem o BICHO HOMEM

Outro dia ouvi na rádio, uma propaganda da WWF(http://www.wwf.org.br), que dizia mais ou menos o seguinte: "cuidando do habitat do bicho homem.". E pela primeira vez parei para pensar a fundo no assunto. Nós fazemos algo para preservar nosso ambiente, o meio em que sobrevivemos e tiramos todas as nossas necessidades vitais? Não, com certeza não. Não fazemos nem metade do que deveria ser feito. Apenas criticamos quem fica de braços cruzados, e fazemos o mínimo, como sempre dizer: "ó, mas EU não jogo lixo no chão, porém, FULANO joga.". Não prejudicamos, mas também não fazemos nada para o FULANO também não prejudicar.

Sempre quis fazer a diferença, mas eu nunca soube como. Sim, eu sou uma que livra o MEU lado e jogo tudo para o FULANO. É porque está no nosso sangue, tipo política, vivemos criticando os políticos, mas no fundo, nunca nos interessamos em saber o que realmente se passa em nossa volta. Vale a pena tentar começar a se interessar primeiro pelo assunto e depois tentar ajudar, e por fim, quem sabe, poder criticar. Termino com o clichê: fica a dica! Haha :)

ô uo... listen to the music: mercy mercy me - the strokes, eddie vedder e josh homme oh, mercy, mercy me./ oh, things ain't what they used to be./ what about this over crowded land?/ how much more abuse from man can SHE stand? obrigada pela paciência! =) beijo ;* um tchau ~

domingo, 9 de março de 2008

química causa reações filosóficas: fernandamente comprovado.

Caros leitores (eu sempre quis escrever isso *-*), ando um pouco ocupada com as minhas tentativas frustradas de tentar estudar, e por isso está mais difícil ainda manter isso aqui atualizado (como se alguma vez isso aqui já ficou atualizado.. mas tudo bem). Estou no terceiro ano, então já fica subentendido!

Motivo pelo qual estou postando hoje? Bem, é que eu deveria estar estudando química, mas cada vez que eu chego perto da apostila eu começo a bocejar. São os efeitos químicos colaterais causados nas humanas. Uma vez que a cura para esses efeitos, é um pouco de atividades da MINHA área, aqui estou escrevendo.

Mais do que em busca da cura para esses efeitos colaterais, estou aqui postando pelo simples motivo de estar feliz. E quando estou assim, tenho vontade de que o mundo todo saiba. Como isso não é possível, quem apenas ler esse parágrafo ficará sabendo! ;)

Ando me encantando a cada dia mais com o jornalismo, ou pelo menos tentando, já que até o atual momento presente (pleonaaasmo) decidi que quero ser uma jornalista! Estou tentando ler o máximo de informações possíveis sobre essa profissão. Achei pontos baixos e altos, mas até agora os altos me encantaram mais do que os baixos me decepcionaram, e eu espero que assim seja, sempre!

Não tem acontecido muita coisa em minha vida. Mas o que acontece eu ando tentando dar valor. Pessoas entram e saem, mas ficam aquelas que realmente importam. Não me pergunte por que estou a dizer isso. Só um momento de filosofar (Priscila ia amar isso, pra quem não sabe, a professora de filosofia).

Isso estava num manualzinho para "escrever bem" no blog da folha:

"Aprenda com as críticas: Ouça-as, mesmo que pareçam injustas."

Eu digo: atire o lixo que eu posso tentar reciclar!

Resumindo: EU NÃO SOU UMA LATA DE LIXO!

O que isso tem a ver comigo? Bem, só estou treinando para quando receber críticas pesadas não voar em cima do desgraçado(a).

Felicidade, jornalismo e filosofias inúteis à parte, tenho que voltar para a química!

ps.: a foto é para refletir, em duplo sentido! ;D o que julgamos ser certo, é certo? ou apenas é certo por que nós desejamos que seja certo? Se parar para pensar, geralmente o que é certo, é o que dominamos na palma de nossas mãos. Reflita, ok?

ô uô... listen to the music: a winter’s sky – the pipettes ~

obrigada pela atenção!

;*

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

menina [da] lua.

“Lua já brilhava. Sem querer ela sempre chamava atenção.

A menina havia decidido várias coisas, entre elas, prometido a si mesma, dar um tempo a certos sentimentos e ilusões. Porém o tempo não chegou a ser tempo. Seus sentimentos e ilusões foram mais rápidos.

Ela sempre se enganava e sempre acabava julgando o certo, como errado e o errado como certo. Depois passava muito tempo arrependida, querendo voltar no tempo, com um aperto imenso no peito.

Ficava agitada, e com muita vontade de mostrar o que estava sentindo. Para alguém que amava falar, falar era sempre fácil. Agora falar querendo dizer algo de verdade, já era outra coisa. Expressar através da fala é para poucos, e Lua nunca conseguia fazer as pessoas compreenderem o que ela realmente queria dizer. E é por isso que ela escrevia sem parar. Para aliviar o aperto do peito, aos poucos.

Deixando o tempo virar tempo, ela seguia a vida. Deixando a vida seguir, ela ia aprendendo. Ia pensando e observando, o quanto as nossas escolhas são importantes. E quanto feitas sem pensar, viram arrependimentos. E esse era, segundo a opinião de Lua, o pior dos sentimentos que um humano poderia ter. Sabe aquela sensação de impotência, aquela vontade de voltar o tempo. Pois bem, o tempo não volta, e essa vontade pode ficar para sempre.

Lua sempre aprendia lições consigo mesma, mas pena que ela ainda não tinha o poder de poder concertar as escolhas erradas.

Agora, ela aprendia mais do que qualquer um, a conviver com ele, com o arrependimento.

Pior de tudo seria se concentrar em seus deveres do colégio, com esse sentimento fincado na cabeça.

Agora mais do que nunca, Lua precisava de tempo, para restabelecer as idéias no lugar.”

[a história continua...]

E quanto a fernanda, bem, ando aprendendo um pouco com a Lua. ~

Tchau. ;*

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

menina [da] lua.

"A menina vivia presa. Não era uma prisioneira como Rapunzel ou Cinderela. Ela uma prisioneira diferente. Ela Sentia-se presa dentro de si mesma, e o pior, não entendia o por que. Ninguém jamais souber explicar. Pobrezinha sempre quis entender. Alguns amigos arriscavam teorias diferentes para animar a jovem. Simplesmente para aumentar sua auto-estima. Tinha horas em que ela acreditava nos amigos e sentia-se capaz. Outras horas, ela desabava em rios de lágrimas, pois percebia que tudo não passava de palavras ditas somente para animá-la.

Em oração ela sempre pedia por uma vida melhor. Por mais confiança em si mesma. Ela jurava de pés juntos que não tinha nascido para esse mundo. Mas quem iria acreditar nas palavras premeditadas de uma jovem sonhadora? Sua mãe dizia ser apenas uma depressão por conta da adolescência. Seu pai, bem, ele dizia somente ser manha de uma pequena mimada. Mas ela tinha certeza que tudo aquilo era algo mais.

E assim ela tocava sua vida, em choros pequenos nos cantos da casa, em pequenos rios de lágrimas. Em lamentações. Ela era uma ótima atriz, pois passava como uma pessoa muito feliz para as amigas. E compensava isso, com finais de semana trancada em casa pensando e repensando na vida.

Tinham dias em que ela passava horas falando sozinha. Outros, ela passava horas rezando. Literalmente conversava com Deus. E sempre pedia para que ele a levasse desse mundo. Ele, claro, que nunca faria algo desse tipo. Ela achava que a morte poderia ser sua solução. Mas tinha um pequeno problema, ela não tinha nascido para suicida. Morria de medo de encostar a mão numa faca ou numa arma, e não podia ver sangue de jeito nenhum. Ela também já tinha pensado em tomar veneno ou uma dose maior de algum remédio. Porém, como essa pequena pensava demais, ela sempre chegava à conclusão de que esse tipo de morte rebaixa a moral de uma pessoa. Morrer com veneno de rato é estar se rebaixando a uma espécie que vive em esgotos, causa doenças e não pensa. Como assim? Isso era um absurdo para ela. Pois pensar, na sua opinião era a maior qualidade do ser humano. E como ela ia se rebaixar ao nível de um pequeno ser que não pensa? Nunca!

Algumas vezes ela pensava que a vida poderia ser igual a um romance desses qualquer. Em que a mocinha morre por pura vontade de morrer. Seria tudo mais fácil. Mas como isso seria impossível, ela simplesmente pensava. E quando ela pensava, ela percebia que a vida é muito valiosa para ser jogada fora assim. Morrer, um dia, e não de forma trágica.

Lua era sim, uma pensadora nata. Pensava em tudo, o tempo todo. Ia para o colégio para pensar, vivia literalmente em outro mundo. E sonhava. Ah, como essa branquinha sonhava. O céu não era limite.

Sonhava com amor. Sonhava com o futuro. Morria de medo de não alcançar o que queria. Morria de medo de não ser alguém na vida. Suas amigas eram muito inteligentes e concentradas no que queriam. Todas diziam querer prestar vestibular e fazer uma faculdade federal. Lua, como não era muito de contrariar, dizia o mesmo. Mas com outra idéia em mente. Ela ainda acreditava que esse mundo não era dela. E que o que estava esperando por ela, era um outro final, em um outro lugar bem diferente.

Passava dias incomodada por não ser compreendida, e de tanto que as idéias fervilhavam em sua cabeça, ela praticamente não estudava mais. E o pior, é que ela ainda pretendia fazer o tal vestibular. O que seria bem contraditório. Mas Lua tocava a vida.

Ela escrevia. Para organizar suas idéias ela tentava escrever sempre. Não era um diário, até porque nossa Lua não tinha tempo para escrever todo dia. Era um espaço no qual ela desabafava às vezes. E funcionava, pois ela sentia-se bem após isso. Ela queria ser jornalista. Nunca tinha entendido muito bem a escolha, pois não acreditava no próprio potencial. Sua família e seus amigos apoiavam, muitos diziam que a pequena tinha talento. Mas ela não acreditava muito. Ela duvidava muito que alguém fosse querer pagar para ler suas histórias.

Lua havia nascido para brilhar. Só não sabia disso ainda..."

[um dia essa história continua]

E quanto a fernanda? Andei descobrindo coisas que seria melhor eu ter ficado sem saber.. :~

Adeus. ~

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Primeiro post do ano o/

felicidade pra dar e vender.

Agora sim. Ano novo. Vida nova. 2007 foi apagado. 2008 será aproveitado ao máximo. Planos, viagens, amizades, novidades, separações, a escolha do novo caminho. Vários jovens, milhões de sonhos. Que tudo dê certo sempre.

Que a Cinderela ache o sapatinho de cristal, que a chapeuzinho escape do lobo mau, que a Rapunzel fuja com o príncipe, que a bela adormecida acorde e que a branca de neve desperte para o novo ano e se livre de todos os homenzinhos pequenos e imprestáveis e sem esquecer do idiota do príncipe... VIVA A INDEPENDÊNCIA FEMININA! xP

Ainda lembro – Marisa Monte