sábado, 22 de março de 2008

É música, minha gente *-*

Não tinha nada pra fazer e decidi recolher trechos das minhas músicas preferidas. Trechos que eu fico cantando e traduzi do jeito que eu interpreto, juntei e fiz isso que está aqui embaixo:

Ela passou a sexta-feira sozinha

Escrevendo uma música de amor pra ninguém

Pensando que a felicidade é um tapete que fica sempre na frente da sua porta

Ela chorou um rio de lágrimas e afogou o mundo

Ela só vai acreditar em você quando tudo o que você falar não virar mentira

Ela não precisa disso, ela não pode mais escutar todas as suas desculpas.

Ela é uma garota tola, e eu sei que você sabe disso.

Você sempre fala que vai escrever uma música para provar que seu amor é forte

Você fala que vai levá-la lá

E que vocês deveriam estar fazendo sua história

Mas como alguém saberia?

Ela viu você indo embora

Agora ela está arrumando a bagunça que você fez.

Os pequenos detalhes que a levam lá

Porque a música dela é amor

E ela não pode mais escutar a música

Então mate-a, ela não quer mais ver seu fantasma.

Ela tem o toque de ouro, ela tem tudo.

Algum dia o amor vai achar ela por ai

Algum dia o amor vai ser suficiente

Ela só é feliz no Sol

E isso é mais brilhante que um raio de Sol.

Ela jura pra Lua que vai tomar cuidado.

De baixo de uma noite de inverno

Os olhos dela irão brilhar

Será a noite dela

E a sua vez de chorar.

Não a faça parar, se ela está indo muito rápido.

Ela é doce, porém o mundo é cruel.

Ela é sempre honesta

Ela vai te dar algo quando ela voltar para o meio do nada

Ela livre e é assim que ela machuca

Tem um sorriso inocente, e agora vai fazer você perder seu tempo.

É a sua hora de aprender

Tem uma lição que você tem que aprender:

Se você pretende brincar com fogo, então você vai sair queimado.

Resumindo: os "elas" da minhas músicas preferidas sempre são mocinhas que se ferram de depois se dão bem :x

ô uo... listen to the music: your body is a wonderland – john mayer

tchau. beijo. até mais. ;*

quarta-feira, 12 de março de 2008

salvem o BICHO HOMEM

Outro dia ouvi na rádio, uma propaganda da WWF(http://www.wwf.org.br), que dizia mais ou menos o seguinte: "cuidando do habitat do bicho homem.". E pela primeira vez parei para pensar a fundo no assunto. Nós fazemos algo para preservar nosso ambiente, o meio em que sobrevivemos e tiramos todas as nossas necessidades vitais? Não, com certeza não. Não fazemos nem metade do que deveria ser feito. Apenas criticamos quem fica de braços cruzados, e fazemos o mínimo, como sempre dizer: "ó, mas EU não jogo lixo no chão, porém, FULANO joga.". Não prejudicamos, mas também não fazemos nada para o FULANO também não prejudicar.

Sempre quis fazer a diferença, mas eu nunca soube como. Sim, eu sou uma que livra o MEU lado e jogo tudo para o FULANO. É porque está no nosso sangue, tipo política, vivemos criticando os políticos, mas no fundo, nunca nos interessamos em saber o que realmente se passa em nossa volta. Vale a pena tentar começar a se interessar primeiro pelo assunto e depois tentar ajudar, e por fim, quem sabe, poder criticar. Termino com o clichê: fica a dica! Haha :)

ô uo... listen to the music: mercy mercy me - the strokes, eddie vedder e josh homme oh, mercy, mercy me./ oh, things ain't what they used to be./ what about this over crowded land?/ how much more abuse from man can SHE stand? obrigada pela paciência! =) beijo ;* um tchau ~

domingo, 9 de março de 2008

química causa reações filosóficas: fernandamente comprovado.

Caros leitores (eu sempre quis escrever isso *-*), ando um pouco ocupada com as minhas tentativas frustradas de tentar estudar, e por isso está mais difícil ainda manter isso aqui atualizado (como se alguma vez isso aqui já ficou atualizado.. mas tudo bem). Estou no terceiro ano, então já fica subentendido!

Motivo pelo qual estou postando hoje? Bem, é que eu deveria estar estudando química, mas cada vez que eu chego perto da apostila eu começo a bocejar. São os efeitos químicos colaterais causados nas humanas. Uma vez que a cura para esses efeitos, é um pouco de atividades da MINHA área, aqui estou escrevendo.

Mais do que em busca da cura para esses efeitos colaterais, estou aqui postando pelo simples motivo de estar feliz. E quando estou assim, tenho vontade de que o mundo todo saiba. Como isso não é possível, quem apenas ler esse parágrafo ficará sabendo! ;)

Ando me encantando a cada dia mais com o jornalismo, ou pelo menos tentando, já que até o atual momento presente (pleonaaasmo) decidi que quero ser uma jornalista! Estou tentando ler o máximo de informações possíveis sobre essa profissão. Achei pontos baixos e altos, mas até agora os altos me encantaram mais do que os baixos me decepcionaram, e eu espero que assim seja, sempre!

Não tem acontecido muita coisa em minha vida. Mas o que acontece eu ando tentando dar valor. Pessoas entram e saem, mas ficam aquelas que realmente importam. Não me pergunte por que estou a dizer isso. Só um momento de filosofar (Priscila ia amar isso, pra quem não sabe, a professora de filosofia).

Isso estava num manualzinho para "escrever bem" no blog da folha:

"Aprenda com as críticas: Ouça-as, mesmo que pareçam injustas."

Eu digo: atire o lixo que eu posso tentar reciclar!

Resumindo: EU NÃO SOU UMA LATA DE LIXO!

O que isso tem a ver comigo? Bem, só estou treinando para quando receber críticas pesadas não voar em cima do desgraçado(a).

Felicidade, jornalismo e filosofias inúteis à parte, tenho que voltar para a química!

ps.: a foto é para refletir, em duplo sentido! ;D o que julgamos ser certo, é certo? ou apenas é certo por que nós desejamos que seja certo? Se parar para pensar, geralmente o que é certo, é o que dominamos na palma de nossas mãos. Reflita, ok?

ô uô... listen to the music: a winter’s sky – the pipettes ~

obrigada pela atenção!

;*

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

menina [da] lua.

“Lua já brilhava. Sem querer ela sempre chamava atenção.

A menina havia decidido várias coisas, entre elas, prometido a si mesma, dar um tempo a certos sentimentos e ilusões. Porém o tempo não chegou a ser tempo. Seus sentimentos e ilusões foram mais rápidos.

Ela sempre se enganava e sempre acabava julgando o certo, como errado e o errado como certo. Depois passava muito tempo arrependida, querendo voltar no tempo, com um aperto imenso no peito.

Ficava agitada, e com muita vontade de mostrar o que estava sentindo. Para alguém que amava falar, falar era sempre fácil. Agora falar querendo dizer algo de verdade, já era outra coisa. Expressar através da fala é para poucos, e Lua nunca conseguia fazer as pessoas compreenderem o que ela realmente queria dizer. E é por isso que ela escrevia sem parar. Para aliviar o aperto do peito, aos poucos.

Deixando o tempo virar tempo, ela seguia a vida. Deixando a vida seguir, ela ia aprendendo. Ia pensando e observando, o quanto as nossas escolhas são importantes. E quanto feitas sem pensar, viram arrependimentos. E esse era, segundo a opinião de Lua, o pior dos sentimentos que um humano poderia ter. Sabe aquela sensação de impotência, aquela vontade de voltar o tempo. Pois bem, o tempo não volta, e essa vontade pode ficar para sempre.

Lua sempre aprendia lições consigo mesma, mas pena que ela ainda não tinha o poder de poder concertar as escolhas erradas.

Agora, ela aprendia mais do que qualquer um, a conviver com ele, com o arrependimento.

Pior de tudo seria se concentrar em seus deveres do colégio, com esse sentimento fincado na cabeça.

Agora mais do que nunca, Lua precisava de tempo, para restabelecer as idéias no lugar.”

[a história continua...]

E quanto a fernanda, bem, ando aprendendo um pouco com a Lua. ~

Tchau. ;*

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

menina [da] lua.

"A menina vivia presa. Não era uma prisioneira como Rapunzel ou Cinderela. Ela uma prisioneira diferente. Ela Sentia-se presa dentro de si mesma, e o pior, não entendia o por que. Ninguém jamais souber explicar. Pobrezinha sempre quis entender. Alguns amigos arriscavam teorias diferentes para animar a jovem. Simplesmente para aumentar sua auto-estima. Tinha horas em que ela acreditava nos amigos e sentia-se capaz. Outras horas, ela desabava em rios de lágrimas, pois percebia que tudo não passava de palavras ditas somente para animá-la.

Em oração ela sempre pedia por uma vida melhor. Por mais confiança em si mesma. Ela jurava de pés juntos que não tinha nascido para esse mundo. Mas quem iria acreditar nas palavras premeditadas de uma jovem sonhadora? Sua mãe dizia ser apenas uma depressão por conta da adolescência. Seu pai, bem, ele dizia somente ser manha de uma pequena mimada. Mas ela tinha certeza que tudo aquilo era algo mais.

E assim ela tocava sua vida, em choros pequenos nos cantos da casa, em pequenos rios de lágrimas. Em lamentações. Ela era uma ótima atriz, pois passava como uma pessoa muito feliz para as amigas. E compensava isso, com finais de semana trancada em casa pensando e repensando na vida.

Tinham dias em que ela passava horas falando sozinha. Outros, ela passava horas rezando. Literalmente conversava com Deus. E sempre pedia para que ele a levasse desse mundo. Ele, claro, que nunca faria algo desse tipo. Ela achava que a morte poderia ser sua solução. Mas tinha um pequeno problema, ela não tinha nascido para suicida. Morria de medo de encostar a mão numa faca ou numa arma, e não podia ver sangue de jeito nenhum. Ela também já tinha pensado em tomar veneno ou uma dose maior de algum remédio. Porém, como essa pequena pensava demais, ela sempre chegava à conclusão de que esse tipo de morte rebaixa a moral de uma pessoa. Morrer com veneno de rato é estar se rebaixando a uma espécie que vive em esgotos, causa doenças e não pensa. Como assim? Isso era um absurdo para ela. Pois pensar, na sua opinião era a maior qualidade do ser humano. E como ela ia se rebaixar ao nível de um pequeno ser que não pensa? Nunca!

Algumas vezes ela pensava que a vida poderia ser igual a um romance desses qualquer. Em que a mocinha morre por pura vontade de morrer. Seria tudo mais fácil. Mas como isso seria impossível, ela simplesmente pensava. E quando ela pensava, ela percebia que a vida é muito valiosa para ser jogada fora assim. Morrer, um dia, e não de forma trágica.

Lua era sim, uma pensadora nata. Pensava em tudo, o tempo todo. Ia para o colégio para pensar, vivia literalmente em outro mundo. E sonhava. Ah, como essa branquinha sonhava. O céu não era limite.

Sonhava com amor. Sonhava com o futuro. Morria de medo de não alcançar o que queria. Morria de medo de não ser alguém na vida. Suas amigas eram muito inteligentes e concentradas no que queriam. Todas diziam querer prestar vestibular e fazer uma faculdade federal. Lua, como não era muito de contrariar, dizia o mesmo. Mas com outra idéia em mente. Ela ainda acreditava que esse mundo não era dela. E que o que estava esperando por ela, era um outro final, em um outro lugar bem diferente.

Passava dias incomodada por não ser compreendida, e de tanto que as idéias fervilhavam em sua cabeça, ela praticamente não estudava mais. E o pior, é que ela ainda pretendia fazer o tal vestibular. O que seria bem contraditório. Mas Lua tocava a vida.

Ela escrevia. Para organizar suas idéias ela tentava escrever sempre. Não era um diário, até porque nossa Lua não tinha tempo para escrever todo dia. Era um espaço no qual ela desabafava às vezes. E funcionava, pois ela sentia-se bem após isso. Ela queria ser jornalista. Nunca tinha entendido muito bem a escolha, pois não acreditava no próprio potencial. Sua família e seus amigos apoiavam, muitos diziam que a pequena tinha talento. Mas ela não acreditava muito. Ela duvidava muito que alguém fosse querer pagar para ler suas histórias.

Lua havia nascido para brilhar. Só não sabia disso ainda..."

[um dia essa história continua]

E quanto a fernanda? Andei descobrindo coisas que seria melhor eu ter ficado sem saber.. :~

Adeus. ~

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Primeiro post do ano o/

felicidade pra dar e vender.

Agora sim. Ano novo. Vida nova. 2007 foi apagado. 2008 será aproveitado ao máximo. Planos, viagens, amizades, novidades, separações, a escolha do novo caminho. Vários jovens, milhões de sonhos. Que tudo dê certo sempre.

Que a Cinderela ache o sapatinho de cristal, que a chapeuzinho escape do lobo mau, que a Rapunzel fuja com o príncipe, que a bela adormecida acorde e que a branca de neve desperte para o novo ano e se livre de todos os homenzinhos pequenos e imprestáveis e sem esquecer do idiota do príncipe... VIVA A INDEPENDÊNCIA FEMININA! xP

Ainda lembro – Marisa Monte

domingo, 30 de dezembro de 2007

adeus ano velho, feliz ano novo! ;D

Decidi fazer o último post do ano hoje. Quero fazer um balanço de 2007. E não foi um ano muito fácil pra mim. Perdi meu avô. Descobri o que é a morte. Jamais tinha sentido algo tão ruim.

Tamara deu a notícia de que vai mudar de cidade e eu não paro de sentir saudades da Nathalia Gjorup. Agora são duas morando longe de mim.

Fui duas vezes pra Ubatuba com a Tami e me diverti muuuito. Trindade com a nana tbm foi bem legal. E vou passar o ano novo em Maringá com a dona Thaís!

Por falar nelas, as melhores:

Nathalia: sempre me ouvindo, aturando e dando conselhos. Quase fiz uma idiotice esse ano, mas não vem ao caso. Te amo e você sabe disso.

Tamires: companheira de viagens, companheira de melhores momentos felizes... sempre comigo e sempre me colocando pra cima, preciso dizer mais alguma coisa?

Tatiana: minha psicóloga particular, se não fosse você eu não agüentaria aquela escola... tudo o que você fala faz sentido!

Thaís: bobona, brincalhona... mas quando o assunto é sério, ela sabe se impor e ajuda em tudo o que pode! Que venham muuuuitas micaretas por aí!

Luísa: haha... prêmio de melhor amiga boa de papo! Não faltou conversa, desde o mais sério assunto até a maior futilidade... descobrimos coisas em comum que nunca imaginaríamos ter!

Thaísa: minha metade da ervilha, abandou todo mundo desde que começou a namorar, mas ainda sim é especial e vai estar sempre entre as melhores!

Tamara: me colocou pra cima e me ajudou o ano todo... o que seria de mim se não tivesse você pra cantar comigo em todas as aulas? Heim? fazer lista de melhores e piores? heeeim? Vai fazer uma falta enoooorme!

Nathalia Gjorup: mesmo longe ela é sempre uma das melhores!

Shows? Ahaha... ano do axé: jammil, banda eva, cheiro de amor, babado novo e chiclete com banana!

Fora nosso azar em assistir shows de reggae bem podres! Tipo Maskavo e Natiruts!

Muitas idas ao cinema! E tontina? Muitas competições do tipo quem come mais pizza! Haha

Vou falar dos melhores, para parecer que meu ano foi perfeito... porque podemos muito bem pular a parte dos piores..

Melhor fotolog? /lou_teese

Melhor banda? Over six (e viva meu poder de poder puxar saco dos amigos :P)

Melhor turma? Segundo ano do ensino médio do colégio dom bosco! Tirando alguns, a turma perfeita! ;D

Melhor turma de inglês? A minha do brasas, claro!

Melhores fotos? Fotógrafa Tamires!

Melhores micos? Divido o prêmio com Laura e Thaís!

Melhores notas? Tamara, dãããã

Melhores bolas dentro? Essa é do henrique, claaaro!

Melhores Tombos e Trombadas? Eu, e sem comentários... porque eu juro que aquela placa surgiu na minha frente! :x

Melhores Gatinhos? Haha... esse eu divido com a Thaís! Cada coisa que aparece pra gente, né? Ainda bem que agora eu estou namorando! Uahioaha

Melhores amigos? Os meus, obvio! (e todo mundo que se diz meu amigo vai me pagar cinco reais por esse item! Auhaiouhoai.. bricandeirinha!)

Melhores cantadas? As da thaís, claaro!

Melhor funk? Msn enterradinho, por Mc Tchutchuca (fernanda, eu!) e Mc Popozuda (caaamila)

Melhor fds? Aquele em que ficamos pedindo patrocínio...o bonde das mochileiras!

Melhores conselhos? vai para Nathalia, Tatiana e Luísa!

“melhores em tudo.”

Se eu lembrar de algum ‘melhor’ do ano, depois eu acrescento! :D

Que 2008 seja melhor!

e lembrando aquele texto que fizemos para o projeto nestlé na oitava série e a Maria do Rosário fez questão de mudar inteiro... "você planta uma semente e a partir daí..."

as reticencias (...) são para dar idéia de continuidade, e foi assim que terminamos nosso texto que a Maria do Rosário mudou. Estou pensando positivo para que minha virada de ano seja boa e que 2008 comece bem, porque a partir daí...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Feliz Idade nova!

17 anos e eu preferia estar fazendo 10. Ah, quero ser criança pra sempre, essa é a verdade. Acordei como se fosse um dia qualquer, porque na verdade eu nem gosto de fazer aniversário. Dava tudo para dormir no dia 19 e acordar no dia 21! Ontem quando fui dormir eu não conseguia fechar o olho. Deitei na minha cama eram 11 da noite, quando olhei de novo já eram 2:30 da manhã, e eu ainda estava rolando de um lado para o outro na minha cama. Deve ser porque o tempo passa muito rapido e eu nunca aproveito os meus aniversários! Talvez seja porque eu não gosto deles. Vai saber. Talvez eu veja a casa do lago, igual fiz ano passado. Vai ter um jantar aqui em casa hoje. Espero ao menos me divertir. Parabéns para mim!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Rosas - Parte II: a missão continua!

Ainda sobre rosas, essa semana eu havia reparado que as roseiras do meu jardim estavam se abrindo.

Coincidência? Ou não? Será que é época de rosas? Não sei. Só sei que pelo segundo consecutivo reparei que as roseiras se abriram logo na semana do meu aniversário. Mas é que eu odeio rosas, pos isso eu não acredito que seja um sinal ou qualquer coisa do tipo. Acho que eu devo estar sofrendo algum tipo de carência múltipla e rosas são flores dos apaixonados e eu só fico balançada com isso.

Acho que no fundo eu queria que isso fosse um sinal.

E parece perseguição, mas hoje de manhã fui procurar um livro da Agatha Christie, no meio dos livros velhos e empoeirados de minha mãe, (não me pergunte o que eu pretendia com um livro velho da Agatha porque eu também não sei, já que ele é muito profundo para minha pobre ignorância). Mas voltando ao assunto, enquanto eu procurava o livro da rainha do crime, eu encontrei um chamado “a felicidade de amar”. Sério, é muito ridículo. È um livro de auto ajuda para aprender a amar e ser amado! Que droga, olha isso. Ah, muito podre! Ta, não tem mais nenhuma frase podre para eu descrever o quão podre foi essa parada do livro de auto ajuda para aprender a amar. Sério, a última coisa que eu precisava era de um indireta, ou direta, ou coincidência, dessas! Aff.

Rosas.

Rosas, Rosas, Rosas... Odeio rosas! Elas me lembram aquela babaquice de estar apaixonado e troca de carinho ou amor.

Eca! Olha, pode até ser porque eu nunca recebi rosas de algum apaixonado. O máximo que recebi foi um buquê de rosas dos meus pai no meu aniversário de 10 anos.

As vezes eu odeio as rosas por algum motivo oculto, vai saber.

Mas olha que irônia do destino, uma das santas que minha mãe é “devota”, é a Santa Teresinha do Menino Jesus. E você pergunta: ‘o que isso tem a ver?’ Bom, parte da novena dela é relacionada a Rosas. Você faz o pedido, faz a novena e se a graça for alcançada, no final você recebe uma rosa. Minha mãe diz que já deu certo com ela uma vez. Eu já fiz essa novena várias vezes e nunca recebi uma bendita rosa no final. Eu tenho fé. E acho que é por isso que eu continuo fazendo a tal novena. Quero dizer, na verdade é porque na casa que eu moro tem quatro roseiras. E sempre que eu faço a novena, eu espero que as roseiras dêem rosas. Claro que seria bem mais emocionante ter um homem super charmoso me dando rosas, mas como já saquei que minha hora ainda não chegou vou me contentando com as roseiras.

Semana do meu aniversário. E pela primeira vez estou tranqüila. Verdade. Apesar de que não parece que o tempo tenha passado. Eu que achava que meus 16 anos seriam perfeitos, agora não consigo vê-los mais do que como qualquer outra idade. Talvez a última inteiramente sob as asas dos meus pais. Talvez porque eu não queria o mesmo futuro que todos meus amigos querem: passar de primeira numa faculdade. Eu só quero me realizar de alguma forma e dar orgulho aos meus pais, mas não sei o que eu quero. Tenho medo de ver todo mundo passando no vestibular. Tenho medo da cobrança por estudar a vida toda em escola particular. Tenho medo de sofrer as conseqüência por ter medo de não saber o que eu quero.

Resumindo, acho que na medida do possível eu estou tranqüila nessa semana pré 17 anos, porque não quero nem um pouco que essa data chegue, ou melhor, porque tenho medo das minhas surpresas de 17 anos.

Ano passado, no dia que fiz meus 16, acordei e tinha um bilhete da minha mãe com uma rosa em cima. Uma rosa tirada da roseira do jardim. Acho que minha mãe não deve ter a menor noção de que eu não suporto rosas. Gosto de flores diferentes, amo hortênsias. Elas me fazem lembrar a minha avó, fazem me lembrar daquele gostinho de chocolate doce a vida toda que só a infância tem. Acho que ser adolescente ou adulto não tem graça.

Acho que acabei de descobrir porque eu não gosto de rosas. Rosas são flores de mulheres, e eu, bem, ainda sou uma menina.